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CDP publica minuta de decreto sobre tratamento precoce a pacientes da COVID-19

14/07/2020

A recomendação do uso do tratamento precoce para o novo coronavírus (Covid-19) foi o tema da assembleia da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (Amvat) realizada ontem (13/07), no Estrela Palace Hotel. Após a apresentação técnica sobre o tratamento, realizada pelos médicos Cláudio Klein, Sandra Cabral e Luiz Fernando Kehl, ficou decidido que os municípios poderão formalizar, por decreto ou por Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público (MP) a recomendação para que as cidades tenham acesso ao kit. A utilização ou não ficará a cargo do médico que atenderá na unidade de saúde de cada município e da aceitação ou não do paciente.

O diretor da CDP-RS, Gladimir Chiele, avaliou positivamente o encontro, marcado por debates entre os gestores da região. Na reunião, Chiele apresentou minuta de decreto municipal, disponibilizada pela CDP-RS, que regula a disponibilização e procedimentos a serem adotados para o tratamento precoce da COVID-19. O documento está disponível aqui

No encontro da Amvat, os médicos Cláudio Klein, Sandra Cabral e Luiz Fernando Kehl, explicaram que o uso do kit é recomendado apenas para os primeiros dias de apresentação de sintomas da doença. O objetivo deste uso é o de reduzir a ocupação de leitos em hospitais. Klein, que também é secretário da Saúde de Lajeado, explica que as medicações propostas já foram usadas em outra pandemia ocorrida entre 2002 e 2004. "Existem estudos que têm dado a impressão de que o resultado é positivo, especialmente sobre a mortalidade, mas depende do uso muito precoce", esclarece.

A médica Sandra Cabral, em sua fala, também defendeu o uso dos remédios nos primeiros dias de replicação do vírus. "É uma doença que temos quatro a cinco meses de contato. Outras partes do mundo já tiveram experiências e essas experiências nos fizeram pensar um pouco mais, estudar e tentar entender." Sandra reitera que essa é uma recomendação de terapia dentro do que um grupo de médicos acha que tem sentido. "Não é uma obrigatoriedade, não há um carimbo definitivo da ciência", completa.

O médico Luiz Fernando Kehl destaca que o kit é uma barreira farmacológica, diferente das barreiras físicas, como o usar máscaras de proteção, lavar as mãos constantemente e o distanciamento social. "Queremos oferecer uma opção, que as pessoas entendam o porquê dessa barreira farmacológica que pode nos ajudar, e muito." Kehl também destaca que o uso deve ser precoce. "Não adianta esperando em casa uma semana para começar com a medicação."

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