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Prefeitos apontam falta de segurança como entrave para o desenvolvimento dos municípios no litoral gaúcho

03/03/2017 | Fonte: Famurs | Acessos: 61

Primeiro encontro do ciclo de debates promovido pela Famurs foi realizado em Osório

A falta de segurança foi apontada pelos prefeitos do litoral gaúcho como o principal empecilho para o desenvolvimento da região. O tema foi destaque nas manifestações dos gestores municipais que participaram da reunião do projeto RS 2030. A retomada do ciclo de debates aconteceu, nessa quinta-feira (02/03), em Osório. O evento contou com a participação de 43 pessoas, entre prefeitos, vice-prefeitos, secretários e líderes locais. Na abertura do encontro, o presidente da Famurs, Luciano Pinto, demonstrou preocupação com a insegurança nas cidades. “Nós temos que buscar alternativas. A Famurs tem condições de ajudar os municípios”, alertou.

O prefeito de Osório, Eduardo Abrahão, destacou que é preocupante a falta de segurança em uma região que recebe grande volume de visitantes durante o verão. “[O litoral] tem um fluxo permanente de pessoas”, lembrou. O prefeito de Caraá, Nei Santos, apontou o aumento no consumo de narcóticos como outra causa da violência na região. “A droga está nos pequenos municípios. Não adianta construir presídio. Nós temos que ter tratamento [médico]”, alertou.

O prefeito de Dom Pedro de Alcântara, Dirceu Machado, alertou sobre a falta de policiamento. “Hoje o município [de Dom Pedro de Alcântara] não conta com nenhum representante na área da segurança”, lamentou. A redução no efetivo da Brigada Militar também foi o tema da reclamação do prefeito de Tramandaí, Luiz Carlos da Silva.

O coordenador do projeto RS 2030, Jairo Jorge, lembrou das dificuldades de quem administra um município. “Todos os problemas recaem sobre os ombros dos prefeitos”, destacou. Ressaltou que o objetivo dos encontros é buscar alternativas “para que possamos estar, em 2030, em uma situação melhor”. Ampliar a malha rodoviária, investir mais no saneamento básico e lutar pela mudança nos critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foram outras demandas apresentadas pelos prefeitos.

Próximos encontros

Três de Maio (7/3), Espumoso (15/3) e Palmeira das Missões (22/3) também sediarão atividades do projeto RS 2030. Outros seis municípios vão receber o evento até o final de abril.

07/03 – Três de Maio

15/03 – Espumoso

22/03 – Palmeira das Missões

RS 2030

Ao promover o RS 2030, a Federação tem como objetivo colocar em discussão propostas que viabilizem o desenvolvimento do Rio Grande do Sul nos próximos 13 anos. Saúde, educação, segurança pública e outros assuntos que impactam a vida da sociedade gaúcha vão estar em pauta. Participam dos debates prefeitos, secretários municipais, vereadores, representantes de associações e demais representantes da região. “Queremos, entre outras coisas, ouvir as lideranças locais sobre como é possível melhorar a relação dos municípios com o Estado”, explicou o coordenador-geral da Famurs, José Scorsatto.

O primeiro ciclo de encontros do RS 2030, realizado entre setembro e outubro de 2015, passou por dez municípios. Foram promovidas reuniões em Ijuí, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Frederico Westphalen, Rosário do Sul, Bagé, Passo Fundo, Pelotas, Caxias do Sul e Taquara. Mais de 700 pessoas participaram das atividades. Melhorar a logística de transporte foi indicada como prioridade para o futuro do Rio Grande do Sul durante os debates. Geração de energias alternativas, qualidade dos sistemas de telecomunicações e a capacitação para o empreendedorismo de inovação foram outros temas apontados como fundamentais para o desenvolvimento do Estado.

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